Deserto do Amor Ausente17/03/2006 - 00:10h
Cultivei o sorriso, e dele esqueci quando então disse adeus
Senti a saudade, quando os sonhos dela também eram meus
Mas fui eu quem fugiu, imerso em remorso de muitas verdades
Veladas, manchadas, cobertas de pó de impossibilidades
Mas que era, meu amigo, essa fraqueza desistente?
Que agora desespera em deserto do amor ausente...
Eram paredes nem tão altas de tijolos já pisados
E eu aqui desacordado, com a minha força em falta
Por tempestades de areia
Que encontrei em minhas decisões
Sigo em frente, passo lento
Saudando o vazio de emoções
E agora pesa o desalento
De um rosto que já não passeia
Coração que não incendeia
E teme a morte das paixões
Me ajuda a ver que num sorriso, num abraço
Posso reencontrar abrigo, já escasso
Que as noites a passar com ela, em meu quarto
Podem ser realmente belas, como aguardo
Vem me dizer que ainda posso, bem tranqüilo
Fazer do amor dela o nosso, como fi-lo
Nas vezes que deixei libertos, bem distantes
Os medos que ficavam perto, fraquejantes
Vem, meu dia, fazer-me crer que no deserto
Deixei o frio do coração
E encher de prazer e paixão
A dúvida e o medo do que continua incerto___________Rodrigo Aguiar
quinta-feira, 20 de março de 2008
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2 comentários:
Eu achava que já fazia uns 4 anos que tinha escrito isso, e não apenas 2... Apenas 2 e me sinto tão mudado do que essa letra passa. Estou noutro caminho, que não sei onde vai dar, mas quero conhecer.
Abraço.
Bicha réa linda!
=*
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