A miséria do meu ser,
Do ser que tenho a viver,
Tornou-se uma coisa vista.
Sou nesta vida um qualquer
Que roda fora da pista.
Ninguém conhece quem sou
Nem eu mesmo me conheço
E, se me conheço, esqueço,
Porque não vivo onde estou.
Rodo, e o meu rodar apresso.
É uma carreira invisível,
Salvo onde caio e sou visto,
Porque cair é sensível
Pelo ruído imprevisto...
Sou assim. Mas isto é crível?
Fernando Pessoa
sábado, 16 de agosto de 2008
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Um comentário:
Acho esse poema triste...E se alguem existe é pq etm um valor garndioso pra vc e para os outros!!!UM xeru maninha!!
VC É BEM MAIS DO QUE PENSA!!!!
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